A cerimônia do Oscar 2026, realizada em Los Angeles no dia 15 de março, alcançou a menor audiência desde 2022. Segundo dados da Variety, cerca de 17,9 milhões de espectadores assistiram à transmissão, uma queda de 9% em relação ao ano anterior.
O prêmio mais aguardado, de Melhor Filme, foi para “Uma Batalha Após a Outra”, mas nem mesmo esse anúncio conseguiu reverter a retração no público. Especialistas atribuem a perda de interesse ao crescente consumo de conteúdo sob demanda e ao predomínio de plataformas de streaming, que deslocam o público tradicional do formato ao vivo para resumos e clipes na internet.
O Brasil saiu do Oscar 2026 sem nenhuma estatueta, apesar de ter obtido um recorde de cinco indicações. Entre elas, estavam as categorias de Melhor Filme e Melhor Ator para Wagner Moura, ambos por “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. Na disputa de Filme Internacional, o longa brasileiro foi superado pelo norueguês “Valor Sentimental”.
Propostas de renovação e alcance global
Para tentar recuperar a relevância e atrair novos espectadores, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estuda mudanças no formato da cerimônia. A partir de 2029, está prevista uma transmissão global e gratuita via YouTube, em parceria com a Record, o que pode ampliar o acesso e envolver audiências de diferentes regiões.
Além da transmissão por streaming, discute-se a adoção de formatos mais dinâmicos e interativos, que incluam debates e entrevistas com cineastas antes e depois da premiação. A ideia é estimular o engajamento e tornar a entrega de estatuetas mais atraente para quem busca experiências além da exibição pura e simples.

Imagem: Imagem ilustrativa
O Oscar 2026 expôs o desafio dos prêmios tradicionais em se adaptar ao novo perfil de consumo de mídia. Com a redução constante de audiência, a organização busca alternativas para manter a cerimônia relevante e competitiva frente ao mercado digital.
Com informações de Tnh1
