O governo federal deve antecipar o pagamento do 13º salário do INSS para o primeiro semestre de 2026, com duas parcelas previstas para começar em 24 de abril e seguir a partir de 25 de maio. A medida, que exige decreto presidencial, envolve cerca de 35 milhões de beneficiários e prevê a injeção de mais de R$ 78 bilhões na economia.
Quem recebe e quem fica de fora
Estarão aptos a receber o adiantamento de 50% do abono anual na primeira e segunda parcela os seguintes públicos:
- Aposentados
- Pensionistas
- Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária
- Recebedores de auxílio-acidente
- Beneficiários de auxílio-reclusão
O público do Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue sem direito ao 13º, já que se trata de um benefício assistencial.
Impactos no orçamento familiar
Ao antecipar o abono que normalmente chega em novembro ou dezembro, o governo altera profundamente o fluxo de caixa de quem planeja as despesas de fim de ano com base nesse valor extra. Sem o reforço no último trimestre, muitos aposentados e pensionistas precisarão reorganizar suas finanças para não enfrentar apertos nos meses finais.
Valores mínimos e máximos
O benefício tem teto de R$ 8.475,55 e valor mínimo de R$ 1.621,00. Para consultar o valor exato e conferir o calendário, é possível acessar o site ou aplicativo Meu INSS, utilizando o CPF, ou ligar para o telefone 135.
Dicas para organizar as finanças até o fim do ano
Não encare o 13º como renda extra
Trate o valor antecipado como parte do orçamento anual, e não como um bônus que será pago novamente no fim do ano.
Reserve ao menos 30%
Especialistas recomendam separar parte do abono, idealmente 30%, em poupança ou CDB com liquidez diária para garantir recursos em novembro e dezembro.
Mapeie despesas típicas
Liste custos com presentes, ceias, viagens e impostos para estimar o montante necessário e evitar surpresas.
Imagem: Imagem ilustrativa
Faça reservas mensais
Parcelar o esforço financeiro ao longo do ano reduz a necessidade de empréstimos ou uso do cheque especial no último trimestre.
Evite novas dívidas longas
Não assuma prestações extensas nem parcelamentos longos de cartão de crédito sem considerar a falta do 13º no fim do ano.
Controle gastos diários
Abstenha-se de compras por impulso e planejamento de consumo exagerado para que o recurso reservado não seja rapidamente consumido.
Com essas orientações, aposentados e pensionistas podem se preparar para manter estabilidade financeira mesmo sem o abono do 13º no encerramento de 2026.
Com informações de Pensarcursos