Consumidores do Espírito Santo precisam se programar: o próximo domingo, dia 22 de fevereiro, será a última vez que supermercados funcionarão regularmente aos domingos no estado. A partir de 1º de março, uma nova convenção coletiva de trabalho proibirá essas lojas de abrirem no primeiro dia da semana.
O acordo, firmado entre sindicatos patronais e representantes dos empregados do setor, engloba supermercados, mercearias, minimercados, atacarejos e lojas de materiais de construção. A regra, no entanto, não se aplica a padarias, açougues e pequenos estabelecimentos familiares sem empregados. Shoppings centers e o comércio de rua continuam autorizados a operar aos domingos.
Principais mudanças na convenção
De acordo com o texto da convenção, haverá permissão para funcionamento em feriados, exceto no Dia da Confraternização Universal (1º de janeiro), no Natal (25 de dezembro) e no Dia do Trabalho (1º de maio). Os termos do acordo vão vigorar até 31 de outubro, quando as entidades envolvidas devem promover nova avaliação das condições de trabalho e do impacto no setor.
A Associação Capixaba de Supermercados ressalta que a escassez de mão de obra e a necessidade de preservar o descanso semanal dos funcionários foram os principais motivadores da mudança. Em paralelo, pesquisa da consultoria Neo Estech projeta economia de até R$ 114 milhões por ano em energia elétrica nas grandes redes. Um supermercado de cerca de quatro mil metros quadrados pode reduzir custos mensais em até R$ 9 mil apenas com a conta de luz.
Por outro lado, o longo período sem atendimento presencial aos domingos eleva o risco de falhas silenciosas nos sistemas de refrigeração. Para evitar danos a produtos perecíveis, as redes deverão investir em monitoramento remoto e reforçar a manutenção preventiva. Além disso, haverá reforço de equipes de trabalho às sextas-feiras e aos sábados para suprir a demanda.
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Especialistas alertam que a nova rotina tende a alterar os padrões de consumo no estado, exigindo adaptação de clientes e varejistas. Enquanto isso, órgãos fiscalizadores acompanharão os impactos trabalhistas, energéticos e econômicos desta mudança ao longo dos próximos meses no Espírito Santo.
As entidades responsáveis pelo setor deverão reavaliar o acordo em outubro, quando poderão ser propostas novas adequações ao funcionamento do comércio capixaba.
Com informações de Tnh1