Em conversas informais, redes sociais e até em contextos profissionais, alguns termos usados pelos brasileiros não constam na norma-padrão da língua portuguesa. Essas expressões ganham popularidade pela repetição, embora não sejam reconhecidas por gramáticas e dicionários oficiais.
Principais equívocos e formas corretas
1) Seje
Apesar de aparecer em saudações como “seje bem-vindo”, o termo está fora do padrão. O uso correto é seja.
2) Menas
Muitas pessoas dizem “menas pessoas” ou “menas coisas”, mas o plural feminino segue a mesma regra do masculino. O correto é menos.
3) A gente vamos
A expressão “a gente” é equivalente a “nós” e, portanto, exige verbo na terceira pessoa do singular. A forma adequada é a gente vai.
4) Trusse
No lugar de “eu trouxe”, há quem use “eu trusse” como pretérito de trazer. A única forma aceita é trouxe.
5) Poblema
A substituição do “r” pelo “l” ocorre em falas ágeis e em mensagens de texto, mas a grafia oficial é problema.
6) Beneficiente
Embora muita gente escreva “beneficiente”, a palavra correta é beneficente, como em “evento beneficente”.

Imagem: Imagem ilustrativa
Por que essas variações surgem?
A língua falada no Brasil é dinâmica e sujeita a influências regionais e socioculturais. Erros frequentes, aproximações sonoras e brincadeiras que viralizam contribuem para a adoção de termos fora da norma. No entanto, para que uma palavra seja incorporada oficialmente, ela precisa ser registrada por dicionários e gramáticas após se consolidar em diferentes fontes escritas.
Dicas para evitar deslizes
Em situações mais formais, como provas, redações, relatórios de trabalho ou e-mails, vale adotar cuidados básicos:
- revisar o texto antes de enviar;
- usar corretor ortográfico;
- consultar dicionários em caso de dúvida;
- manter a preferência pela norma-padrão.
Adotar essas práticas ajuda a garantir clareza e precisão na comunicação, evitando a propagação de palavras que ainda não fazem parte da língua oficial.
Com informações de Tnh1

