Florianópolis passou a figurar nos principais rankings de turismo após uma de suas praias receber, em 2025, o prêmio de melhor praia urbana do mundo ibero-americano. O título foi concedido a Jurerê Internacional em levantamento que analisou destinos costeiros nas Américas e na Península Ibérica segundo critérios de gestão ambiental, infraestrutura urbana e governança.
O estudo foi realizado pelo Centro Ibero-americano de Formação em Playas (CIF Playas), em parceria com a Proplayas. Para elaborar o ranking, 71 especialistas de 11 países avaliaram mais de 200 praias. Cada local foi pontuado em uma escala que vai de zero a um, e Jurerê Internacional alcançou nota 0,87, posicionando-se à frente de outras praias urbanas.
Critérios de avaliação
Entre os indicadores considerados, destacam-se a balneabilidade, a acessibilidade, a segurança, a oferta de infraestrutura pública e a diversidade de serviços na orla. A pesquisa valorizou ainda a rotina de monitoramento da qualidade da água, a continuidade dos calçadões, a presença de ciclovias e áreas de lazer, além da padronização das instalações temporárias na areia.
O relatório também mencionou como ponto positivo as recentes obras de alargamento da faixa de areia, apontadas como estratégia de adaptação costeira. De acordo com os organizadores, o ranking segue metodologia padronizada, aplicada anualmente pelos mesmos avaliadores, e não possui caráter promocional.
Além de Jurerê Internacional, outras praias de Florianópolis foram reconhecidas. A Lagoinha do Leste integrou a lista das melhores praias naturais avaliadas, enquanto a Praia do Moçambique figurou entre as dez primeiras posições em sua categoria.
Imagem: Imagem ilustrativa
Os responsáveis pelo levantamento afirmam que o objetivo é fornecer parâmetros técnicos para apoiar gestores públicos, pesquisadores e comunidades locais, substituindo indicadores baseados exclusivamente em popularidade.
A vitória de Jurerê Internacional reflete o desempenho do bairro de mesmo nome nos critérios da pesquisa, mas não elimina desafios recorrentes a áreas urbanas costeiras, como pressão imobiliária, sazonalidade turística e a necessidade constante de manutenção ambiental.
Com informações de Tnh1