TRANSMISSÃO: Globo
Faltando pouco mais de um mês para a Páscoa, pesquisadores identificam aumentos expressivos nos preços dos ovos de chocolate nas prateleiras de supermercados de Belo Horizonte. Um levantamento realizado pelo Mercado Mineiro em dez redes da capital mineira aponta reajustes que superam 30% em relação ao período anterior.
Divulgada em 2 de março, a pesquisa revela que nenhum dos produtos pesquisados é vendido por menos de R$ 50. Mesmo as opções mais acessíveis, tradicionalmente escolhidas por quem busca economia, tiveram alta relevante. O ovo de Páscoa Lacta ao leite, de 157 gramas, registrou elevação de 11,9%, passando a custar R$ 53,19, segundo o estudo.
Custos do cacau no mercado internacional pressionam preços
O encarecimento está diretamente relacionado ao aumento no preço do cacau nas bolsas internacionais. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim e Balas (Abicab) informa que a safra 2023/2024 em grandes produtores, como Gana e Costa do Marfim, ficou abaixo do esperado, levando o valor da commodity ao maior nível em cinco décadas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o chocolate acumula alta de 24,77% nos últimos 12 meses, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), resultado superior à inflação geral do período. Especialistas destacam que a indústria só consegue repassar os custos aos consumidores depois de cumprir contratos pré-estabelecidos, o que adia o reajuste.
Antecipação na gôndola e impacto no volume produzido
Para amenizar o choque nos preços, fabricantes anteciparam a distribuição dos ovos de Páscoa, estendendo o tempo de exposição nos supermercados. A Abicab registra que, em 2025, foram produzidos 45 milhões de ovos de chocolate no Brasil, quantidade inferior ao ano anterior.
Imagem: Imagem ilustrativa
Apesar do aumento, o consumo deve continuar. Roberto Kanter, professor de MBA em Gestão Comercial da Fundação Getulio Vargas (FGV), ouvido pela Globo, avalia que o preço elevado não impede a compra, mas leva o consumidor a optar por versões menores dos ovos.
O período pré-Páscoa, portanto, traz um cenário de preços mais altos e escolhas ajustadas pelo bolso do brasileiro, que precisa se adaptar às novas condições do mercado.
Com informações de Tnh1