A onça-pintada (Panthera onca), um dos predadores de topo nas Américas, está ameaçada de desaparecer da Mata Atlântica se não houver intervenções imediatas. Estimativas apontam que, em 2026, apenas cerca de 300 indivíduos sobrevivem em áreas remanescentes do bioma, distribuídos entre o sul do Brasil, o Paraguai e a Argentina.
Entre os principais fatores que colocam a espécie em perigo está a escassez de presas, provocada pela caça intensiva de animais como porcos-do-mato e cervídeos. Mesmo em unidades de conservação, a ação humana reduz drasticamente a disponibilidade de alimento para as onças, comprometendo sua capacidade de reprodução e de manutenção de territórios.
Impactos da atividade humana
A destruição e fragmentação de habitat pela expansão agrícola e urbanização promovem isolamento das populações felinas. Sem corredores ecológicos adequados, as onças-pintadas não conseguem se deslocar para áreas com maior oferta de presas nem trocar material genético, o que agrava o risco de endogamia e declínio populacional.
Além disso, a caça ilegal de presas selvagens diminui a base alimentar do predador. Essa combinação de fatores reduz o sucesso reprodutivo e aumenta o estresse dos animais, que passam a percorrer maiores extensões em busca de alimentos, expondo-se a atropelamentos e conflitos com comunidades rurais.
Cientistas alertam que, em locais onde a abundância de presas é mantida, as populações de onças-pintadas se mostram estáveis. Contudo, a pressão humana nesses ambientes já começa a afetar inclusive essas regiões, o que pode levar à extinção local e comprometer o equilíbrio ecológico do bioma.
Imagem: Ricardo Marajó/SECOM Curitiba
Para amenizar o declínio, especialistas recomendam o fortalecimento de programas de conservação que incluam o combate à caça de presas, a restauração de corredores ecológicos e o monitoramento contínuo das populações. Essas ações são consideradas fundamentais para garantir a presença da onça-pintada na Mata Atlântica.
Com informações de Tnh1