Em julho de 2023, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) e o Comitê Conjunto FAO/OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA) divulgaram estudos coordenados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que enquadram o aspartame no Grupo 2B, considerado possivelmente cancerígeno para humanos.
A classificação no Grupo 2B foi definida com base em evidências limitadas de que o adoçante possa aumentar o risco de carcinoma hepatocelular, tipo de câncer que atinge o fígado. Nesse contexto, o JECFA estabeleceu a ingestão diária aceitável em até 40 miligramas por quilograma de peso corporal, valor considerado seguro dentro desse parâmetro.
O aspartame é um adoçante amplamente utilizado em refrigerantes rotulados como “zero” ou “diet”, em razão de sua capacidade de conferir sabor doce sem calorias e de sua estabilidade em bebidas sob diferentes condições de temperatura e armazenamento.
Investigação sobre risco
Os estudos reuniram dados toxicológicos e epidemiológicos disponíveis até o momento. Enquanto a IARC identificou indícios de potencial cancerígeno, o JECFA concluiu que o consumo do adoçante dentro do limite estabelecido não representa risco à saúde. Para ultrapassar essa cota, seria necessário ingerir elevadas quantidades de produtos que contenham aspartame.
Evidências em avaliação
A decisão de classificar o aspartame no Grupo 2B considera a associação observada em alguns estudos com o glioblastoma multiforme, forma agressiva de tumor cerebral, além de indícios de alterações no microbioma intestinal. Especialistas apontam a necessidade de investigações adicionais para confirmar essas correlações e avaliar possíveis efeitos a longo prazo.
Imagem: Imagem ilustrativa
Regulamentação no Brasil
No território brasileiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula a utilização do aspartame em alimentos e bebidas. A agência mantém o limite de ingestão diária máxima de 40 mg/kg como padrão de segurança e acompanha periodicamente as pesquisas científicas, ajustando normas sempre que novas evidências surgem.
Apesar do enquadramento como possivelmente cancerígeno, a OMS e outras entidades responsáveis reforçam a importância do monitoramento contínuo e recomendam o consumo moderado do adoçante até que estudos futuros esclareçam os riscos de forma definitiva.
Com informações de Tnh1