TRANSMISSÃO: geiros enfrentaram interrupções logo nas primeiras horas do dia
Uma paralisação de trabalhadores na Argentina provocou a suspensão de voos internacionais em diversos aeroportos do Brasil nesta quinta-feira (19). A greve geral foi convocada em protesto contra a proposta de reforma trabalhista do governo de Javier Milei e gerou cancelamentos em terminais como o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.
Reforma trabalhista motiva protestos
A reforma trabalhista apresentada pelo governo argentino é considerada a maior mudança no país desde a década de 1970. Entre os principais pontos, está a possibilidade de estender a jornada de trabalho para até 12 horas diárias e a redução de valores de indenização por demissão sem justa causa. As autoridades defendem que as alterações são necessárias para dinamizar o mercado de trabalho e reduzir custos das empresas.
Por outro lado, sindicatos e centrais sindicais se posicionam contra as mudanças, alegando que a proposta ameaça direitos conquistados e agrava a precarização das relações de trabalho. A mobilização dos sindicatos gerou uma adesão expressiva em todo o território argentino, culminando na paralisação nacional desta quinta-feira.
Impacto nos aeroportos brasileiros
Os efeitos da greve se estenderam ao Brasil, com cancelamentos em grandes polos de aviação internacional. Passageiros de voos operados pelas empresas Latam e Gol relataram interrupções ainda nas primeiras horas do dia. Além de Guarulhos, aeroportos do Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre registraram atrasos e cancelamentos que afetaram planos de viagem de milhares de pessoas.
Em Guarulhos, a movimentação de passageiros diminuiu consideravelmente, provocando filas nos balcões de atendimento para remarcação de bilhetes. No Rio de Janeiro, operadoras aéreas precisaram readequar escalas, enquanto em Florianópolis e Porto Alegre o saldo foi de centenas de voos cancelados até o início da noite.
Imagem: Imagem ilustrativa
Consequências econômicas e medidas das companhias
O setor estima que a paralisação gerou prejuízos superiores a US$ 3 milhões, somando perdas diretas e custos logísticos. O turismo internacional e as cadeias de transporte de carga também foram afetados pelo efeito cascata dos cancelamentos.
Para minimizar danos, as companhias aéreas ofereceram remarcação sem custos adicionais ou reembolso integral das passagens. As empresas afirmam que a prioridade é restabelecer a programação normal o mais rápido possível e garantir suporte aos clientes afetados.
Com informações de Tnh1