A intensificação do conflito entre Israel, Irã e Estados Unidos no Oriente Médio já repercute no preço dos combustíveis no Brasil. Especialistas estimam que, se a tensão persistir nas próximas semanas, o litro da gasolina desembarcado nas refinarias pode sofrer um acréscimo superior a R$ 1,20, refletindo diretamente nos valores pagos pelos consumidores nas bombas.
Alta do petróleo e impacto nos custos
O barril de petróleo do tipo Brent crude oil, principal referência global para a comercialização de combustíveis, ultrapassou a faixa de US$ 100, marca não registrada desde 2022. Esse patamar elevado do preço internacional eleva automaticamente o custo de produção e a aquisição de combustíveis por importadores e pelas próprias refinarias nacionais.
De acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, para alinhar o valor praticado pela Petrobras ao cenário internacional, seria necessária uma correção de aproximadamente R$ 1,22 por litro na gasolina e de cerca de R$ 2,74 no diesel. Os cálculos levam em conta não apenas a cotação do petróleo, mas também a oscilação do dólar, que sofre pressão simultânea em momentos de instabilidade geopolítica.
Petrobras mantém monitoramento antes de reajustes
Até o momento, a Petrobras não oficializou qualquer revisão nos preços dos combustíveis. A presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que a empresa acompanha atentamente os desdobramentos do conflito e os efeitos no mercado internacional antes de fechar nova tabela de valores.
Repercussões no dia a dia do consumidor
O possível repasse de custos elevados às bombas tende a impactar também a cadeia de transporte de mercadorias no país. Fretes mais caros podem pressionar o preço de alimentos, insumos industriais e produtos em geral, já que o deslocamento de cargas depende majoritariamente do modal rodoviário e, consequentemente, do óleo diesel.

Imagem: Ap
Mesmo que a alta não seja implementada de forma imediata, a continuação das tensões no Oriente Médio pode levar a ajustes graduais nos preços ao longo dos próximos meses, pressionando o orçamento dos brasileiros em um cenário de inflação global.
Com informações de Tnh1

