Após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, muitas pessoas recorrem ao Engov para minimizar desconfortos como dor de cabeça e azia. Embora o medicamento seja conhecido por oferecer alívio rápido, especialistas indicam que ele não age na raiz da ressaca, mas apenas controla, de forma temporária, alguns dos sintomas.
Como o Engov atua no alívio dos sintomas
O Engov reúne em sua fórmula três componentes principais: ácido acetilsalicílico, que age como analgésico; hidróxido de alumínio, responsável por neutralizar o excesso de ácido no estômago; e cafeína, que exerce efeito estimulante leve. Cada elemento contribui para reduzir incômodos característicos da ressaca, porém nenhum deles remove o acúmulo de acetaldeído, substância tóxica resultante do metabolismo do álcool.
De acordo com a bula, o uso simultâneo de Engov e álcool não é recomendado, pois pode potencializar alterações gastrointestinais, como náuseas e desconforto abdominal.
Segurança e cuidados no uso
Para fazer uso seguro do medicamento, a bula orienta a ingestão dos comprimidos somente após o término da ingestão de bebidas alcoólicas. A dose máxima diária indicada é de quatro comprimidos, com intervalo mínimo de seis horas entre cada um. Ultrapassar essa recomendação pode aumentar o risco de irritação gástrica, úlceras e até problemas renais.
Profissionais de saúde ressaltam que a eficácia do remédio está condicionada ao uso responsável e ao respeito às doses estabelecidas pelo fabricante.
Limitações do tratamento
Embora o Engov ajude a atenuar dores de cabeça e azia, não há evidências científicas robustas que comprovem sua eficácia completa no combate à ressaca. O mal-estar pós-bebida é resultado, principalmente, da desidratação e da ação de metabólitos tóxicos no organismo.

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Especialistas em medicina preventiva recomendam medidas básicas para reduzir a probabilidade de ressacas: manter-se hidratado durante e após o consumo de álcool, alimentar-se antes de começar a beber e controlar a quantidade ingerida.
Quando a ressaca já está instalada, descanso e hidratação costumam ser as abordagens mais eficientes. O uso de qualquer medicamento deve ocorrer apenas como último recurso e sob orientação de um profissional de saúde.
Com informações de Tnh1
