O que é o “apagão” visual previsto para março
Na manhã de 3 de março de 2026, ocorrerá um eclipse lunar total que ficou popularmente conhecido como “apagão” visual. Diferentemente do que sugere o termo, não se trata de falhas no fornecimento de energia ou colapso tecnológico. O fenômeno consiste no escurecimento gradual da Lua, observado quando o satélite natural da Terra entra na sombra projetada pelo nosso planeta.
Quando e onde será possível acompanhar
Segundo dados do Time and Date, o eclipse começa por volta das 5h44 (horário de Brasília, UTC-3). O ápice, ou fase de totalidade, está previsto para as 8h34, embora esse momento não seja visível em território brasileiro, já que a Lua estará abaixo do horizonte. Ainda assim, o início do escurecimento poderá ser percebido por quem mantiver os olhos voltados para o céu antes do amanhecer.
Visibilidade global e parcial no Brasil
O eclipse lunar total será acessível em várias regiões do planeta, incluindo as Américas, a Europa, a África e parte da Ásia. No Brasil, a observação será parcial, pois a Lua começará a entrar na sombra da Terra pouco antes de se pôr. Mesmo assim, haverá oportunidade de notar o brilho do satélite natural diminuindo e passando por tonalidades acinzentadas.
Por que a Lua adquire tons avermelhados
Durante a totalidade, a Lua não desaparece por completo, mas adquire colorações que vão do cobre ao vermelho-escuro. Esse efeito, conhecido como Lua de Sangue, ocorre pela refração da luz solar na atmosfera terrestre. As partículas e gases presentes no ar desviam a luz, projetando sobre o satélite as cores dos pores do sol de todo o planeta ao mesmo tempo.
Imagem: Ap
Ausência de impactos tecnológicos
Contrariando boatos que circulam em redes sociais, eclipses lunares não provocam interrupções elétricas, falhas em conexões de internet ou interferências em sistemas de satélites. De acordo com a NASA, o fenômeno é totalmente seguro e silencioso para a população. O único “apagão” real será o escurecimento momentâneo da Lua, visível apenas aos observadores atentos.
Com informações de Tnh1