A antecipação da primeira parcela do 13º salário do INSS para aposentados e pensionistas ainda não foi formalmente confirmada pelo governo federal, mas é aguardada para o primeiro semestre de 2026, conforme prática adotada nos últimos anos. A expectativa de um pagamento antecipado traz alívio a milhões de beneficiários que planejam as despesas do início do ano.
Previsão de pagamento da primeira parcela
Embora não exista ainda decreto presidencial oficializando a medida, as apostas são de que a primeira metade do 13º salário seja paga junto com o benefício de abril. Com isso, os depósitos devem ocorrer entre os últimos dias úteis de abril e os primeiros dias úteis de maio de 2026. Caso o governo não publique o decreto, o calendário regular do INSS estabelece a primeira parcela em agosto e a segunda em novembro.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS
O 13º do INSS é concedido a segurados da Previdência Social que recebem benefícios ao longo do ano. Isso inclui aposentados por idade ou invalidez, pensionistas por morte, beneficiários de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), de auxílio-acidente e de auxílio-reclusão. Em contrapartida, não recebem o 13º salário aqueles que dependem de benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros auxílios sem vínculo previdenciário.
Reajuste de 2026 e impacto no valor
O valor do 13º salário é calculado com base no benefício mensal de cada segurado, de modo que o reajuste anual do INSS impacta diretamente o montante a ser pago. Para 2026, foram aplicados aumentos de 3,90% nos benefícios acima do salário mínimo, elevando o teto previdenciário para R$ 8.475,55. Já o piso, que segue o salário mínimo, foi ajustado em 6,79%, passando para R$ 1.621,00. Com isso, o valor do 13º salário de quem recebe os benefícios mais baixos ou mais altos também cresce proporcionalmente.
Como funciona o cálculo e o pagamento
O pagamento do 13º salário do INSS é dividido em duas parcelas. A primeira corresponde a 50% do valor total do benefício e é isenta de descontos, como imposto de renda. A segunda metade também representa 50%, mas sofre deduções de tributos obrigatórios, caso o segurado esteja sujeito a eles. Para quem começou a receber o benefício no decorrer do ano, o cálculo é proporcional aos meses em que houve pagamento: o valor total é dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses com benefício.
Imagem: Imagem ilustrativa
Enquanto não sai a confirmação oficial, os segurados devem acompanhar as publicações no Diário Oficial da União e os comunicados do INSS para não perder os prazos. O planejamento financeiro pessoal deve levar em conta tanto a antecipação quanto o calendário convencional de pagamentos.
Com informações de Noticiasconcursos