Estudantes matriculados no ensino médio das redes públicas federais, estaduais, distritais e municipais podem obter até R$ 3.000 em incentivos ao longo de um ano letivo por meio do Programa Pé-de-Meia. A iniciativa, criada em novembro de 2023 pela Secretaria de Educação Básica (SEB) em parceria com o Ministério da Fazenda, o Ministério do Desenvolvimento Social, a Caixa Econômica Federal e universidades federais, tem como meta estimular a permanência escolar e reduzir a desigualdade educacional.
Critérios de elegibilidade
Para ter direito ao benefício, o aluno precisa estar regularmente matriculado no ensino médio público, ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e comprovar frequência mínima de 80% nas aulas. O programa é aberto tanto a quem estuda no formato regular quanto a alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As redes de ensino devem enviar periodicamente ao Ministério da Educação (MEC) os dados atualizados dos estudantes para garantir a inclusão no sistema de pagamentos.
Valores e cálculo dos pagamentos
O Pé-de-Meia distribui recursos em três frentes principais:
- Incentivo matrícula: R$ 200, pago no início do ano letivo;
- Incentivo mensal: R$ 200 ao longo de nove meses (total de R$ 1.800), liberados conforme comprovação de frequência;
- Bônus anual de permanência: R$ 1.000, disponibilizados após a conclusão do ano letivo.
Alunos da EJA recebem R$ 200 pela matrícula e R$ 225 por comprovação de frequência, conforme regulamento específico. Mantendo 100% da frequência nos dez meses letivos, o estudante atinge o montante de R$ 3.000 em um único ano. Considerando os três anos do ensino médio e o bônus por participação no Enem, o valor total pode chegar a R$ 9.200.
Documentação e acompanhamento
São exigidos do aluno ou responsável: documento de identificação (RG ou CPF), número de inscrição no CadÚnico e comprovante de matrícula na instituição participante. A atualização cadastral deve ser feita no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e as informações escolares são ajustadas pelas secretarias de educação junto ao MEC.
Procedimento para recebimento
Não há requerimento individual: o processo é automático a partir dos registros escolares. Ainda assim, recomenda-se manter o CadÚnico atualizado, conferir matrícula e frequência com a secretaria da escola e acompanhar os lançamentos pelo site da Caixa Econômica Federal.
Imagem: Imagem ilustrativa
Situações especiais
Em caso de transferência entre escolas públicas, suspensão de pagamentos ou necessidade de ajustes no CadÚnico, o aluno deve procurar a secretaria de sua instituição de ensino. Falta de frequência ou evasão pode resultar em cortes nos valores. Para a EJA, as regras de comprovação de presença seguem normas próprias do programa.
O calendário detalhado de pagamentos e eventuais alterações são divulgados nos canais oficiais das secretarias de educação e na plataforma da Caixa Econômica Federal. É fundamental que estudantes e responsáveis fiquem atentos às comunicados para garantir o recebimento dos recursos.
Com informações de Pensarcursos