Milhares de trabalhadores que aguardavam o abono salarial do PIS/Pasep em 2026 relataram não ter recebido o valor na data prevista. O bloqueio ou atraso no depósito tem gerado dúvidas sobre quais fatores podem impedir o crédito e como cada beneficiário pode identificar a situação.
O que são PIS e Pasep?
O Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) garantem, por meio da Constituição Federal, um abono anual de até um salário mínimo. O PIS se destina a empregados do setor privado, enquanto o Pasep atende a servidores públicos.
Requisitos para receber o abono
São condições para receber o benefício referente ao ano-base 2024: estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias (consecutivos ou não), ter renda média mensal de até R$ 2.766,00 e ter o empregador informado corretamente os dados no eSocial (RAIS).
Ficam de fora da lista de beneficiários domésticos, trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física ou prestadores de serviço a pessoa física considerada como pessoa jurídica.
Como é calculado o valor
O cálculo do abono utiliza o salário mínimo vigente em 2026 (R$ 1.621,00) dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados em 2024. Assim, um mês trabalhado corresponde a R$ 136,00; dois meses, R$ 271,00; três meses, R$ 406,00; quatro meses, R$ 541,00; cinco meses, R$ 675,00; seis meses, R$ 811,00; sete meses, R$ 946,00; oito meses, R$ 1.081,00; nove meses, R$ 1.216,00; dez meses, R$ 1.351,00; onze meses, R$ 1.486,00; e doze meses, R$ 1.621,00.
Calendário de pagamentos
O início dos depósitos em 2026 segue o mês de nascimento do trabalhador, começando em 16 de fevereiro para nascidos em janeiro. Em seguida: fevereiro recebe em 16 de março; março, em 15 de abril; abril e maio, em 15 de maio; junho e julho, em 15 de junho; agosto e setembro, em 15 de julho; outubro e novembro, em 17 de agosto; e dezembro pode ser sacado a qualquer momento até 30 de dezembro de 2026.
Imagem: Imagem ilustrativa
Principais motivos do bloqueio ou atraso
Dois fatores explicam cerca de 30% dos bloqueios registrados em 2026: inconsistências cadastrais — como erros no registro de vínculos ou divergências no eSocial — e alterações na regra de renda, que agora considera bônus e comissões no cálculo da média mensal. Além disso, atraso ou falha na declaração do empregador também pode impedir o crédito.
Como verificar o status e regularizar informações
O trabalhador deve consultar a Carteira de Trabalho Digital ou ligar para o telefone 158 para saber se há pendências. Caso haja inconsistências, é necessário reunir documentos como carteira de trabalho (física ou digital), holerites, extrato do FGTS, documento de identidade e número do PIS/Pasep. Em seguida, deve-se solicitar ao RH que atualize os dados no sistema eSocial e acompanhar a correção pelo aplicativo ou portal Gov.br. Se a empresa se recusar, o beneficiário pode registrar reclamação pelo Alô Trabalho (158) ou no próprio portal.
Orientações finais
Manter os dados atualizados e acompanhar o calendário oficial são passos essenciais para garantir o desbloqueio do abono antes do prazo final de saque, em 30 de dezembro de 2026.
Com informações de Pensarcursos