O Imposto de Renda 2026 traz um cronograma já familiar aos contribuintes, mas com alterações importantes na faixa de isenção. Cumprir os prazos e compreender as mudanças na legislação é fundamental para evitar multas e garantir a restituição dentro do calendário oficial da Receita Federal.
Calendário de entrega
A expectativa é de que o período para envio da declaração comece na segunda quinzena de março de 2026 e seja concluído até o último dia útil de maio. Historicamente, a Receita abre o sistema em meados de março e encerra as operações geralmente em 31 de maio. Deixar para os últimos dias pode resultar em lentidão no sistema ou aplicação de penalidades por atraso.
Quem deve declarar
Os critérios de obrigatoriedade devem seguir os mesmos parâmetros de 2025, incluindo, entre outros:
- Pessoas com rendimentos tributáveis anuais acima de R$ 5.000;
- Contribuintes que tiveram ganhos isentos ou tributados na fonte acima dos limites estabelecidos;
- Quem realizou operações na bolsa de valores ou lucrou com a venda de bens;
- Titulares de patrimônio superior a R$ 800 mil;
- Produtores rurais com receita significativa;
- Quem recebeu valores do exterior;
- Naturais de migração para o Brasil em 2025;
- Contribuintes que desejam abater prejuízos apurados em exercícios anteriores.
Para confirmar a obrigatoriedade, recomenda-se consultar o site da Receita Federal antes de preencher a declaração.
Principais novidades de 2026
A grande novidade está na nova faixa de isenção: quem ganha até R$ 5.000 mensais ficará totalmente livre do imposto. Aqueles com rendimento mensal de até R$ 7.350 terão direito a descontos progressivos no cálculo. Essa alteração visa reduzir a carga tributária sobre faixas médias de renda, mantendo a progressividade do sistema.
Orientações para a declaração
- Reúna documentos financeiros: informes de rendimento, recibos médicos, comprovantes de educação e previdência;
- Faça o download do programa da Receita Federal assim que estiver disponível;
- Escolha entre formulário simples ou completo, conforme suas deduções;
- Informe valores com atenção para evitar divergências e multas;
- Verifique todos os dados antes de enviar para não ter que retificar posteriormente;
- Envie a declaração dentro do prazo para não incorrer em multa mínima de R$ 165,74 ou 1% ao mês sobre o imposto devido.
Como escapar da malha fina
Para reduzir o risco de cair na malha fina, o contribuinte deve:

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- Inserir todas as fontes de rendimento declaradas pelas empresas e instituições financeiras;
- Somente deduzir despesas comprováveis com documentos oficiais;
- Conferir CPFs de dependentes e dados de pagadores;
- Acompanhar o pré-preenchido e comparar com seus registros;
- Em caso de equívocos, encaminhar declaração retificadora o quanto antes.
A Receita oferece um extrato online para monitorar eventuais pendências e orientar o correntista sobre ajustes necessários.
Seguir essas recomendações ajuda a manter a declaração em dia, garantir a restituição sem contratempos e evitar a aplicação de multas ou restrições futuras.
Com informações de Pensarcursos

